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A HISTÓRIA

O resgate e o ouro negro

 

No ano de 1685, a selva impenetrável da Costa do Descobrimento engole a expedição do nobre português Bartô Velho. À beira da morte pelas febres da mata, ele é resgatado por Karena, jovem filha do cacique Rudá, do povo Mawé. Acolhido na aldeia que repousa à sombra do sagrado Monte Pascoal, Bartô é apresentado à verdadeira riqueza da terra: o Cacau. A semente, alimento divino e de cura, oferece a ele uma fortuna pacífica, capaz de reerguer seu nome na Europa sem que seja preciso derramar uma única gota de sangue.

 

O brilho da maldição

 

Porém, os olhos de seus rudes companheiros, Manoel e Nicolau, são capturados pelo brilho frio das esmeraldas usadas nos rituais sagrados dos Mawé. A mítica Montanha de Sabarabuçu desperta a cobiça europeia. Dividido entre o amor que floresce por Karena e a pressão doentia de sua expedição, Bartô escolhe o caminho das sombras.

O eclipse e o nascimento de IOROQUE

 

Na noite da grande celebração ao deus Tupã, o céu escurece. Usando pólvora e a ciência dos astros, Bartô "devora" a lua e incendeia as águas doces dos rios, profanando a morada da deusa Iara. Diante do rio em chamas, o terror absoluto toma conta dos Mawé, que recuam e rebatizam o invasor aos gritos: nasce IOROQUE, a personificação do demônio do fogo, das trevas e da destruição.

 

O abismo e a redenção

 

Para evitar o massacre de seu povo, Karena se sacrifica e guia os invasores até o ventre de Sabarabuçu. Na caverna fria, a maldição das esmeraldas enlouquece a expedição. Mas é no limite do desespero, em meio a uma batalha épica contra as forças míticas da floresta, que Ioroque desperta de sua própria cegueira. Em um último ato de amor e redenção, ele destrói a pólvora para salvar Karena e a montanha, pagando com a própria vida. Ele descobre, tarde demais, que o verdadeiro tesouro da floresta sempre foi a semente plantada, e nunca a pedra roubada.

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